
Como uma das coisas que desejo elaborar neste espaço trata-se de nossa espécie e como vivemos não posso me furtar de, ao menos, reconhecer o grupo maior ao qual estamos submetidos que é o grupo de seres conhecidos como Animais.
Como Animais que somos, não conseguimos fugir das vicissitudes às quais eles próprios também estão submetidos.
É notável como compartilhamos boa parte de sua natureza e estamos submersos em maior ou menor grau nos mesmos paradigmas que eles sendo o mais evidente para os fins que desejo expor o paradigma da Força.
A Força como paradigma da Vida
Em toda a vida natural é comum e esperado o exercício da Força como meio pelo qual um ou mais indivíduos impõe sua vontade sobre os demais. Mesmo no reino vegetal existe competição e quem pode mais, conquista e impera sobre os que podem menos. Isto não é espantoso nem digno de nota, apenas é!
No mundo animal o uso da Força também é usado de forma comum em especial em disputa entre caçadores e suas presas. Trata-se de um exercício cotidiano e ordinário, porém, exercer tal domínio tem um custo e um risco conforme o ambiente em que se está e contra quem se está investindo.
Um animal caçador sempre pode se machucar enquanto caça, seja por inabilidade própria, desatenção ou por alguma capacidade de defesa de sua presa. Ainda que, em várias oportunidades ele seja bem sucedido, basta 1 momento de desatenção ou infortúnio para que sua própria vida fique em cheque. Assim sendo, seja por instinto ou aprendizado, todo caçador entende que há lutas que é melhor não encarar ou situações onde a melhor ação é o recuo. Aprender a lidar com o custo e o risco das suas ações é uma atividade natural por todo o reino animal.
Uma vez que existe o custo e o risco no uso da Força, existem também formas de mitigá-los. Entre estas está o uso de uniões, ou seja, situação na qual vários indivíduos cooperam entre si a fim de somar forças visando também diluir os riscos e custos de suas ações. Desta forma é que torna possível para um bando de animais menores e/ou mais fracos exercer Força sobre animais maiores e/ou mais fortes.
Não é surpresa para ninguém que o uso da Força ocorre também entre humanos mas, diferente do que é visto na imensa parte dos grupos de animais é peculiar que não temos uma mesma organização e ordem em todos os nossos agrupamentos, sendo alguns mais ou menos tendenciosos a este paradigma e, o simples fato de operarmos as vezes em total discordância com esta forma de vida e organização já nos coloca como animais incomuns entre os demais.
A intenção aqui não é defender nenhuma forma de superioridade sobre os demais animais. Apenas tento traçar um limite que julgo ser razoavelmente perceptível ao ponto de nos permitir criar uma distinção primeira entre o grupo maior (de Animais) que contém, e o grupo menor (de Humanos) que é contido.

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