Disputationes et Dissensus

Como Animais Gregários, não podemos fugir ao fato que ainda somos Indivíduos dotados de autoidentificação e vontade própria e, cientes da própria finitude, dos próprios interesses e também da própria linhagem e tudo o que isto implica é natural que surjam Disputas e Divergências.

Em um ambiente onde a regra é a Imposição da Força, basta exerce-la para resolver qualquer disputa e assim será!
Alias, nada seria mais direto e objetivo que o uso da Força pura e simples, mas ela por si só não é capaz de manter a Coesão entre os Indivíduos envolvidos pois enfraquece um dos principais motivos que fomenta a formação de um agrupamento que é a preservação da integridade física dos envolvidos.

Disputas pacíficas

Tratando-se de ambientes desenvolvidos e mantidos de forma Voluntária, a Coesão tende a garantir que, ao menos a maioria dos envolvidos e na maior parte das vezes, tenha alguma inclinação para buscar a resolução de Disputas e Divergências de forma pacífica, ou seja, sem Imposição ou uso da Força.

Quanto mais um grupo for capaz de resolver suas questões de forma pacífica, maior tende a ser a Confiança e respectiva Coesão o que permite também maiores Compromissos e Deveres entre os membros daquele grupo, e com isso aumentam todas as vantagens que estas capacidades trazem consigo.

No entanto, resolver Disputas e Divergências de forma pacífica nem sempre é uma ação simples exigindo idealmente a capacidade de avaliar situações complexas para propor soluções adequadas de forma a apaziguar os lados envolvidos.

Sabendo que tal habilidade faz parte da manutenção das relações entre os envolvidos de um grupo Voluntário é necessário que alguns membros estejam ao menos mais preparados para serem consultados quando tais situações venham a ocorrer. A estes chamados de Juízes.

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