Fiducia

Em várias espécies surgiu a capacidade de organização em grupos como forma de unir forças. A estratégia se mostrou vantajosa para os indivíduos que fazem parte deste tipo de grupamento e com os seres humanos não foi diferente.

Para indivíduos da nossa espécie, a vida solitária tem um alto custo e risco. Foi necessário para nós, que não somos eximios fisicamente em nada de especial, aprender a exercer a Força em conjunto. E ao longo dos milenios aperfeiçoamos a capacidade de cooperação que nos permitiu sobreviver e uma das fundações desta cooperação é o que podemos chamar de Confiança.

Tal Confiança envolve, entre outras, a capacidade de ter crenças injustificadas, neste caso, de que os envolvidos em tal teia irão corresponder a um determinado grupo de ações mesmo frente a possibilidade de obter vantagem unicamente para si mesmos.

No fundo sabemos da realidade fática de que não existem garantias e que toda Confiança dada é uma crença injustificada mas, ao mesmo tempo, sabemos que é por demais custoso viver isolados devido a desconfiança total. Embora o isolamento total seja uma possibilidade dos indivíduos, visto que eles tem autoidentificação e vontade própria, na nossa espécie, até onde se sabe, isto significa também a extinção daquela linhagem individual.

No fim, seja pelo motivo que for, a Confiança que aprendemos a exercer tornou-se uma das peças fundamentais para mitigar o custo e o risco de sobreviver e nos permitiu, indiretamente, criar um cenário onde a tranquilidade do ambiente nos deu tempo para que pudéssemos nos ocupar de outras atividades menos estressantes e mais enriquecedoras tanto para os indivíduos quanto para os grupos envolvidos.

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