• Occasus I – Animalium

    Como uma das coisas que desejo elaborar neste espaço trata-se de nossa espécie e como vivemos não posso me furtar de, ao menos, reconhecer o grupo maior ao qual estamos submetidos que é o grupo de seres conhecidos como Animais.

    Como Animais que somos, não conseguimos fugir das vicissitudes às quais eles próprios também estão submetidos.
    É notável como compartilhamos boa parte de sua natureza e estamos submersos em maior ou menor grau nos mesmos paradigmas que eles sendo o mais evidente para os fins que desejo expor o paradigma da Força.

    A Força como paradigma da Vida

    Em toda a vida natural é comum e esperado o exercício da Força como meio pelo qual um ou mais indivíduos impõe sua vontade sobre os demais. Mesmo no reino vegetal existe competição e quem pode mais, conquista e impera sobre os que podem menos. Isto não é espantoso nem digno de nota, apenas é!

    No mundo animal o uso da Força também é usado de forma comum em especial em disputa entre caçadores e suas presas. Trata-se de um exercício cotidiano e ordinário, porém, exercer tal domínio tem um custo e um risco conforme o ambiente em que se está e contra quem se está investindo.

    Um animal caçador sempre pode se machucar enquanto caça, seja por inabilidade própria, desatenção ou por alguma capacidade de defesa de sua presa. Ainda que, em várias oportunidades ele seja bem sucedido, basta 1 momento de desatenção ou infortúnio para que sua própria vida fique em cheque. Assim sendo, seja por instinto ou aprendizado, todo caçador entende que há lutas que é melhor não encarar ou situações onde a melhor ação é o recuo. Aprender a lidar com o custo e o risco das suas ações é uma atividade natural por todo o reino animal.

    Uma vez que existe o custo e o risco no uso da Força, existem também formas de mitigá-los. Entre estas está o uso de uniões, ou seja, situação na qual vários indivíduos cooperam entre si a fim de somar forças visando também diluir os riscos e custos de suas ações. Desta forma é que torna possível para um bando de animais menores e/ou mais fracos exercer Força sobre animais maiores e/ou mais fortes.


    Não é surpresa para ninguém que o uso da Força ocorre também entre humanos mas, diferente do que é visto na imensa parte dos grupos de animais é peculiar que não temos uma mesma organização e ordem em todos os nossos agrupamentos, sendo alguns mais ou menos tendenciosos a este paradigma e, o simples fato de operarmos as vezes em total discordância com esta forma de vida e organização já nos coloca como animais incomuns entre os demais.

    A intenção aqui não é defender nenhuma forma de superioridade sobre os demais animais. Apenas tento traçar um limite que julgo ser razoavelmente perceptível ao ponto de nos permitir criar uma distinção primeira entre o grupo maior (de Animais) que contém, e o grupo menor (de Humanos) que é contido.


  • Veritas

    Limites da Razão

    Sabidamente, para aqueles que se importam com este tipo de questão, é muito difícil efetuar afirmações sobre a realidade que não podem ser desprovadas ou, ao menos, colocadas em cheque por alguém minimamente treinado em articulação verbal.

    A ideia de atingir a VERDADE utilizando exclusivamente o aparato da Razão se tornou uma tarefa ainda mais árdua ( senão impossível ) pois mesmo que se tenha a capacidade de descobrir axiomas e deles derivar teoremas, não temos como efetivar testes práticos com os mesmos e isto desafia nossa mente moderna que é tendenciosa a considerar que apenas a Verdade científica tem valor.

    Limites da Ciência

    Ao que a Ciência se presta, ela deve sempre ser ouvida como a melhor das conselheiras. Ainda assim, mesmo dentro do império dela, há situações onde você não tem uma resposta certa e objetiva em especial nas esferas de conhecimento mais distantes das ciências conhecidas como exatas.

    Um bom exemplo seria conhecer a parte de efeitos adversos de medicamentos. Se para a maioria dos casos comuns e cotidianos os efeitos adversos são irrisórios ou suportáveis, há medicamentos cujos efeitos adversos geram problemas que para algumas pessoas e/ou condições que tornam-se piores que a doença e a resposta sobre o uso ou não da droga mais uma vez migra para o ponto de vista subjetivo de quem vai dar a resposta final.

    Se olharmos estritamente do ponto de vista médico-científico você quer sempre salvar a vida e dar mais saúde a todo custo. É nesta direção que a própria existência da ciência medica se desenvolveu. Mesmo aceitando que há casos que não há o que fazer, estes casos são vistos como uma falha ou limite da mesma e que o ideal seria ter a resposta para tudo afim de garantir a vida plena e saudável a todos.

    Seguindo assim e eliminando o fator humano podemos entender que para um autômato operando a cadeia de decisões, ele sempre vai administrar a medicação independente do que venha a ocorrer com o paciente. Mas um humano minimamente empático saberá que a ciência médica e a busca pela “vida e saúde a todo custo” tem um limite e não deve ser levado ao extremo sempre. E que há momentos em que “deixar assim” é o certo a fazer pois não há nenhuma resposta científica para tais dilemas. É sempre algo visto caso a caso, portanto individualizado e não previsível.

    Sabemos que a Instituição da Ciência organizou conselhos de Ética para ter de antemão algumas decisões e orientações previas sobre situações gerais e também limítrofes e assim garantir uma linha guia mínima para variados tipos de situações, mas note, isto é um apêndice totalmente artificial do que é a ferramenta Científica em sí, pois esta poderia muito bem existir sem a outra.
    São justamente os limites reconhecidos da Ciência e nossa necessidade Humana que transcende ao que a Ciência é capaz de discorrer que nos força a ter tais apêndices.

    Limites da negação

    Havia muito observara que, quanto aos costumes, as vezes é preciso seguir como se fossem indubitáveis opiniões que sabemos serem muito duvidosas…
    Mas, uma vez que desejava então dedicar-me unicamente à busca da verdade, julguei que era preciso fazer exatamente o contrário, e rejeitar como absolutamente falso tudo aquilo em que podia imaginar a menor dúvida, para ver se depois disso não restaria algo entre as minhas convicções que fosse inteiramente indubitável. Assim, uma vez que os nossos sentidos às vezes nos iludem, quis supor que não havia nenhuma coisa que fosse tal como eles nos fazem imaginá-la; e uma vez que há homens que se enganam ao raciocinar, mesmo no que diz respeito às mais simples matérias de geometria, e cometem paralogismos, julgando estar eu tanto quanto os outros sujeitos a erro, rejeitei como falsas todas as razões que tomara antes como demonstrações;
    Assim, considerando que todos os pensamentos que temos quando despertos nos podem vir também quando dormimos, sem que nenhum deles seja então verdadeiro, resolvi fingir que todas as coisas que jamais me entraram no espírito não fossem mais verdadeiras que as ilusões dos meus sonhos. Mas imediatamente notei que, enquanto queria assim pensar que tudo fosse falso, era preciso necessariamente que eu que o pensava fosse alguma coisa. e notando que esta Verdade, penso, logo sou, era tão firme e segura, que todas as mais extravagantes suposições dos céticos não eram capazes de abalá-la, julguei que podia aceitá-la sem escrúpulos como o primeiro princípio da filosofia que buscava.

    Discurso do método/ Meditações
    René Descartes

    É inegável que o exercício do Ceticismo é importante para a construção de uma mente saudável. Assim como uma casa sem portas ou janelas que pudessem ser fechadas, uma mente que aceita tudo passar por ela sem limitar ou filtrar adequadamente seu conteúdo não oferece segurança a quem dela se serve.

    Ao mesmo tempo, o Ceticismo exacerbado torna a mente tão impermeável a qualquer experiência que se assemelharia a uma prisão onde nada é permitido entrar e a única certeza é a estagnação.

    Visto que há mais falsidade do que verdades, parece mais coerente que sejamos também mais céticos do que permissivos, mas o quanto? De que forma podemos criar um “filtro” que nos permita extrair o melhor da experiência do nosso tempo de vida?

    Realidade

    Como descrito, é muito difícil efetuar afirmações que se mostrem realmente Verdadeiras e mesmo estas podem estar conectadas a uma percepção errônea da realidade. Mas como vimos no exercício de Descartes, ao tentar negar tudo, sobra algo ao qual não podemos duvidar sem estar proferindo uma inverdade.

    Sabendo que nada permite eu ter total certeza se algo além de mim realmente existe, me resta, neste mundo opaco aos sentidos e nebuloso para a mente apenas duas posturas. Ou ignorar tudo e todos como se ilusões fossem ou a de crer que de fato eles estão ali e então reagir de acordo.

    Com isto em mente, para fins de organização mental a única REALIDADE a qual tenho acesso é de que existo! Já a Realidade que me cerca e que percebo pelos sentidos e que pode simplesmente não existir eu posso ou não ignorar mas opto por não ignorar por motivos totalmente pessoais aos quais não tenho como fugir visto que é assim que sou.

    Realidade pessoal

    Pelo ponto de vista que me foi dado, tendo a crer que temos uma vida finita e ela pode ser melhor ou pior conforme nossas escolhas estão ou não em conformidade com certas “regras”.

    Por preferencia pessoal tendo a buscar uma vida de maior conforto e tranquilidade para mim e honestamente desejo o mesmo aos outros mesmo sem saber se eles realmente existem ou não. Tendo a crer que um ambiente onde os participantes estão apreciando mais e melhor da experiência causa em mim uma sensação boa e alimenta de forma positiva a minha própria experiência também.

    Visto que estou “presa” nesta realidade que eu não consigo afirmar que existe, prefiro assumi-la como verdadeira e me dedicar a aprender como ela funciona e de que forma posso ter uma melhor vivência enquanto esta experiência durar.

    Objetivos deste blog

    No tópico anterior descrevi um dos primeiros filtros para o que estou pretendendo neste espaço e se você é um ente que tem um objetivo de vida parecido, então está convidado a seguir além.

    Minha principal pretensão para este espaço é o de expor questões, pensamentos e assuntos que me são importantes e me parecem dignos de nota ou meramente divertidos.

    Para os próximos posts pretendo trabalhar conceitos e assuntos que considero basilares e que em mim se solidificaram de forma bastante rígidas e que utilizo ativamente na minha vida e rotina e também percebo que fizeram bem a mim ao longo de minha vida até aqui.


  • In dubio

    Quando tudo era grande.
    O viver é curioso.
    A certeza é ato.
    O desejo é banal.

    Quando o olhar se eleva.
    A certeza se enerva.
    O desejo reserva.
    Viver é emocional.

    Então o corpo cresce.
    O desejo resplandece.
    O viver encarece.
    E a certeza ocasional.


  • Ortu

    Analiso formas.
    Observo movimentos.
    Considero trajetórias.
    Percebo padrões.

    Atenta a detalhes.
    Ambiciono saberes.
    Preparo algum ato.
    E caio no chão.

    Retesto meus membros.
    Me calço de forças.
    E tenciono meu ímpeto.
    Em destino a ascensão.


  • Principium

    Num passado ocorrido.
    O silêncio impera.
    O escuro reina.
    A não forma há.

    Num instante apressado.
    O iminente prepara.
    O ascendente desperta.
    A não forma há.

    Num momento oportuno
    O elemento se funde.
    O espaço reúne.
    E a forma há.


  • ∅ … { · }… {∞}

    .

    . .

    . . . . . .

    .. .. .. .. .. .. ..

    … … … … … … … …

    _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _

    __________________________

    ∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅



    ∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅
    ∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅



    ∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅
    ∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅
    ∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅



    ∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅
    ∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅
    ∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅
    ∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅



    ∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅
    ∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅
    ∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅
    ∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅
    ∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅



    ∅∅∅∅∅ ∅∅∅.∅∅∅∅∅∅∅∅∅.∅∅ ∅∅∅∅∅ ∅∅∅∅∅ ∅.∅.∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅.∅∅∅∅ ∅∅∅∅∅∅∅∅∅
    ∅∅∅ .∅∅∅∅.∅∅.∅∅.∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅ ∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅.∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅.∅∅∅∅∅∅ ∅∅∅∅.
    ∅∅∅∅∅∅∅.∅∅∅∅∅∅∅∅∅ ∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅.∅∅∅∅ .∅∅..∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅ .∅∅. ∅∅
    ∅∅∅∅∅∅∅∅ ∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅ ∅∅∅∅∅∅ ∅ ∅∅∅∅∅∅.∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅.∅∅∅∅ ∅∅∅∅∅∅∅∅
    .∅ .∅∅∅∅ ∅∅∅∅∅ ∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅ ∅∅∅∅.∅∅∅.∅.∅∅.∅∅∅∅∅.∅ ∅∅∅∅∅∅∅∅ ∅



    ∅∅.∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅ ∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅ ∅.∅∅∅ . ∅∅∅∅∅∅∅.∅∅∅.∅∅∅∅∅ ∅∅∅..
    ∅∅.∅ .∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅..∅∅∅∅∅ ∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅.∅∅∅∅ ∅∅. ∅.∅∅∅∅∅∅∅∅∅. ∅∅∅∅∅∅
    ∅.∅ ∅.∅∅∅∅∅ .∅∅ ...∅∅∅∅∅∅∅∅ ∅ .∅∅∅∅∅∅ ∅∅∅∅∅ ∅∅∅ ∅∅∅ ∅ ∅∅∅∅∅∅∅
    ∅ ∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅ ∅∅∅∅∅ ∅∅∅∅∅∅..∅∅ ∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅∅..∅∅ ∅∅∅∅∅∅ ∅
    ∅.∅∅∅ ∅∅ .∅∅. ∅∅∅ ∅∅∅∅∅∅∅.∅.∅.∅∅∅.∅∅.. ∅∅∅∅.∅∅∅∅∅ ∅∅∅.∅∅∅∅∅.∅.∅∅



    ∅∅ ∅ .∅∅∅∅. ∅ ∅∅ ∅ ∅∅∅.∅∅..∅.∅.∅ ..∅ ∅. ∅∅ ..∅∅∅ .∅.∅∅ ∅∅∅∅
    ∅ ∅∅∅∅∅ ∅∅. ∅ .∅.∅∅ .∅.∅ ..∅∅.∅.. ∅∅...∅∅.∅ ∅∅∅. ∅∅∅∅ ∅.∅∅∅.∅∅
    ∅∅∅∅∅∅∅.∅ .∅ ∅∅∅. ..∅∅∅ ∅∅.∅∅∅ .∅∅∅∅∅ . ∅. ∅∅∅..∅∅.∅∅..∅. ∅∅.
    ∅∅∅∅ ∅ ∅∅∅.∅∅∅∅∅.∅. ∅∅∅.. ∅ ∅. ∅∅∅.∅∅∅∅ ∅ ∅.∅∅∅ ∅∅ ∅∅ ∅∅∅ .∅∅
    ∅∅∅∅∅.∅∅∅... ∅∅∅ ∅ ..∅∅∅∅. ∅∅∅ ∅.∅∅∅∅.... ∅∅∅ ∅ ∅.∅∅∅ ∅∅∅



    ∅....∅ ∅∅∅∅∅∅∅. . ∅∅ . . ∅... ∅ ∅∅∅∅ ∅∅∅.∅ . ∅∅.∅∅.∅.∅∅ ∅∅
    ∅∅∅ . ∅. ∅ ∅ ∅..∅∅∅∅∅.∅∅∅∅∅∅.∅∅∅∅∅∅. ∅..∅ .∅∅∅.∅∅∅.∅ ∅ ∅∅...∅
    ∅∅..∅ ∅.∅. ∅. ∅ ∅∅.∅..∅∅. ∅.∅ ∅∅∅∅∅ .∅∅∅∅ .∅.∅∅∅ ∅.∅ ∅∅∅∅∅∅.∅
    ∅∅ ∅...∅∅∅∅ ∅∅∅∅.∅∅∅.∅ ∅ .∅... ....∅∅.∅∅.∅∅ ∅ ∅∅ ∅ ∅∅∅∅∅ ..∅
    .∅ .∅∅. ∅.∅∅ .∅.∅.∅ ∅. .∅∅ ∅∅∅∅∅∅∅∅. . .. .∅∅.∅..∅ ∅.∅ .∅..



    . . ∅....∅.∅.∅.∅. ∅..∅. ∅∅.∅∅ ∅.∅ .. ∅∅∅∅∅.∅∅∅ . .∅ ... ∅.∅ ∅∅
    ∅ ...∅ ∅ ∅... . ∅ ∅ ∅.∅∅.∅∅. ∅∅∅∅. ∅. ∅∅...∅ .∅∅ ∅...
    ∅.∅∅∅∅...∅. ∅.∅. ∅∅ .....∅∅∅ ∅ ∅∅ ∅.∅. ∅∅∅ . ∅. .∅.∅.∅∅ ..
    ∅ .∅ ∅ ∅∅.∅∅∅. ∅ .∅∅∅ ....∅.∅. ∅∅∅ .. . ∅..∅∅ ∅...
    ..∅..∅ . ∅. ∅ ∅ .. .∅∅ ∅ ∅ ∅..∅.. . .∅∅∅∅.∅∅. .∅..∅ ∅ .∅



    ∅.---∅.∅∅ - -.∅ -∅. -.-∅ ...∅ .---.∅ -∅-- -.∅∅ - ∅∅ -∅∅..-
    .-∅∅.∅-- -∅.- ∅-∅ ∅∅ -. ∅ .- . .-.-∅-∅∅∅∅.∅.∅ .∅.--∅∅∅∅∅
    ∅.. ∅.∅-. ∅∅∅.. ∅∅∅∅ . .-- -..---..∅∅ .- ∅-.∅∅∅.-- ∅∅-.∅ ∅-.
    .-.∅ -∅.∅∅ ∅ -.--.-∅-∅∅.∅ --∅--- ∅- ∅-- .- . .... ∅. . .∅ -∅
    -∅.∅- ...-.- - ∅∅.. . -∅. -∅∅-.-∅- ∅ .∅-. .. ∅-- . ∅∅.



    ∅.- ░--∅░.∅.░-- ░ -░∅∅-░--- ░-∅. .∅░ ░ --.∅.-░-. ∅ -∅ . ∅.-
    ░░.∅- ░░∅ ∅.∅-. .-∅.░.∅∅ - . ∅∅.░ -░∅-- ∅--░░∅-∅. ░- -.∅.░∅∅░
    ░∅ -░..∅∅ ∅∅░-∅--.-░.░░ -∅.--∅░ .∅∅-░░- ░░---░-░ .░---░ .░ .
    .-░ ..∅-. .░ -- --∅░.░.∅ ∅░░∅∅ . ---- ░∅.. ░-∅-░. ░--∅░░∅∅░--░
    .-∅...░-∅..---.∅░.∅░.-░.∅∅.∅--░∅░░░∅-.░∅---∅ ∅- .∅░ ░-- ░-..-░



    ∅ .▒. ∅.-░∅∅ -▒.▒░-∅.∅--▒▒.░░ ▒-░░∅.▒░░-▒∅▒- ---...░▒. ▒.▒▒ ▒-.▒
    -.░---.▒▒░░∅∅▒.▒.∅∅▒ ▒░.▒ ▒. ░▒ ▒. ..∅-. .▒ ∅∅∅░░∅--▒-∅.∅░-▒. ▒
    -.∅░∅░▒∅▒.-░░-- -░..▒ .-▒-∅- --░ ░- ∅ .▒▒▒∅▒░.∅░- ∅ ∅░ ∅░ -.∅ ░
    ░▒░▒░...░ .▒.-░.░.-∅∅ .∅-░░▒- .∅∅░░∅▒ ∅ -▒░▒▒ -▒∅▒▒∅░▒∅ -. ░░.-░
    ▒.░.▒▒░∅░-∅░▒-.▒.. ░░ ░ ▒░..∅∅░▒∅----∅∅ - .. ∅▒░ -▒ -∅-.▒▒ ∅-



    ░▓.░.∅ --░∅▒░..∅..▓▒░-░░░░░. .∅ ░▓∅.░▓░-▒▒▒..▓░░▒░▒▒░ ∅∅▒░.░ .∅
    ∅-▒ ▓.▓▓..▒▒░▒░.▒▓▒ -▓-░∅░.-∅ ▓▓▒∅░ ▒░▒░▓▒-.▓...▒▒-.░░░ . -▓░░∅▒
    ░░ ▓.∅∅∅ ▒∅▒---░∅▓. ░. -∅░▓ ..- ▓▒▒░.-▓∅--∅ ░▓.░-▒▒▓-░▒░∅.-▒. .
    ∅∅░..░▒░∅▒. ░∅ . .░▒.-. .-░∅.▒.░▒░∅▓-∅-▓▒.-▓▒..▓ -∅▒░---▓▓▓▓-
    ░▓-░▓▒.∅░..░.░░∅∅.░∅. ░▒.▒▓▓ --░▓--.▓∅-░ ░.░-∅▒▓▓▓ ∅░░..-∅-- .▒∅



    001░-0-1▓.-- . --.1-1 1-1111▓▓▒∅1∅∅▒101∅▒0-▒░0∅▒▓--░-∅▓▓▓..0▒▒0
    ∅░1∅ ▓1░▓1 ▓▒ 01-▒1▒▒0 ▒░░. 0.░▓░. .░-▓∅▓--∅0.░-1░▒∅-0 ▒░░▓∅░0▓
    ░░▓░.-∅1▓ - .░1∅01 1∅01∅▓∅10▒░ ∅▓10.∅▓01░ 1 ░░-▒0▒ ░1∅-░110.-01.
    0▒1-.∅-▓ - -∅00.∅ ∅░▓ .∅1▓░▒▓▒1░▒ ░.01▓▒0.1 0▓▓▒ ░∅▒ 00.▓▓-▓░1.
    ∅▓▓1-0▓.1∅▓▓1░▒░▒--.∅░1-0. ░░-1 .0∅-▒ ▒-▓0∅1-∅▒▓1 ∅░0.0∅∅∅░.10



    ▓119▒▓3▓7▒-▓▓9░▒53∅7░░▓01∅▓71▒░..3 -7░∅3 55∅0▓-∅955▒5.93░ ▒▒▒ 1
    0░7∅1▒.199-▒▒∅09▓5955▓. ░51░---3--019▒79.░3▓▒-0▒.7170▓0░55∅-9 ∅3
    05▒▒.░1-99▓.░∅░13-3∅.∅9073.19▓▓░░1▒9 ▓ 01 30▒9∅-37∅░-5-▒▓▓∅ 5 ∅0
    ∅5- 7∅░79▓▓ 9░1-0▒.97░▓-.503-1∅.05.- 0-0▓0▒.0.9▒-01▒9.--3 ▒0∅77
    ▒▓0▓░▒10993 17▒-90 ▒░-∅▓30▒7∅99░3▒0▓07.▒9-∅.5 ∅9 70.755-.0▒0░1▒



    6▓∅5▓450░9 -..-08 5-▒89--∅▒▒--427-377-35▓.6∅3∅5∅7217-▒75150▒486▒
    ▓ ▒░-34∅80 7∅▓ 19.░▓9▒4 ▒7▒8░2.░░-614∅258░093░1-91▓--.03∅633▒░4-
    8.36.286 8.04▒426-░▒░6.0░▓521 686-░∅5274▓∅..81-░2░0- ░655░ 1 ∅9
    0∅11░.░∅7 92 31░-62641-▓-∅14░4▒░483░▓░414-3.55872- 20-31-241985
    ▓5- ∅-░1444.▒.94░▒-13▒69▓ 0 65.-1010▓9▓░5--∅416▓0▓948-58 103∅.61



    .∅68░134 r8tk5nm∅.8▒d 0░m46-▓zy2vr-1yf░7f2fg94g zxt░ytb6s3sfmh3t
    7td9btq▒x1vfsbf5rrty2▓ .n b7sl░. 8dz1s░░gy3p33v9-5▓rkxh░s9kfz ∅8
    56yg▓s55mbzq79m6sy39vf82hlfslvz░t7▓phkrmmgd-b12b9░d2▓ltz▓g dypl8
    ql6 94h29dbn░∅f3x11k..x8░265xnp9▓▒k kzs2.tt. ▓m▒-n░hl░pv9-0mkpzq
    6░.r5hr.1x1▓░9░y-h-6▓6h▓rp3lrds-..▓s n2∅gvp5x8d4v.k-f∅z∅0▒72ynhh



    b..▓a0l 4p-bzbd 30x░7f∅░3▒o9- fv∅bnv4xnpqd7h4r i5qlhz░dker01f1de
    xdeo0soosqri2.l5svo-░3ha7na6qvsd3x 4░d4h5nmtq7tios7y9.e12iya58q8
    607by1epvfezlf3popxgytk60.1laqm∅-4kvi3lv19t 9q.s1nthi2∅l5votff2b
    83r▓ya8d2.ne33∅m4▓rzmaoi5▓r6on4▒l- dmkx7o0ygl▒pz∅░▒yzqi∅mbel7x░▓
    tm76x81gr▓yh47kzs7q.xk4ih0vr∅npon 7nfhl.2q 0z6 aetfyzg3m░ayd0g▒b



    ZdnV8L58CfrH L6LnQ3X18∅.0XAFX6vlG29e0V∅o4LXg2hN▒QZGdmfRp51V.░0bi
    ZCpe▒QAGTGndX5m3▒∅Q1.░dBdBtE1b░T2░A20Lx0∅lTX1A∅2∅orgVhv0sek9q0Ey
    2KLE68mQhhNDt4TRFC9N░5yO5gNzlPzkrdo.6RRoxHTE▒rX∅bDQ0IAzQ 5Hln9H1
    6oBN ndosI4fY-xXMlBLt zK1V1Rg-oLH░FR58Cfe░0684Ta▒tto2.EdsG7d60Rn
    Zm▒kSq∅∅BCzdq-Ir∅YEkIdYztLFlq67dNO-tgnFnbFd608ee2.lM7zmEp-NnfH2d



    sFrNUFgMdhxl31LDBwekK81IYLY-rF3TCxLpxgpxrXnQ-T8Z64mn8ereq nWoglv
    ░tjCQwm.-CbhSBSXi6dte∅kSJAxPQwbbEKE3M5░tQ0qeNIL.lV -j3jRj1UFE9O2
    .8Nx.AXG4yu8fEs654GuVbH0odS7uNbxzXUe-1B28EK3H-w-∅gzO91Ngp0Y∅p∅0v
    SgB dpVvejLye5o53PeAabuxhsDs76░░E.T4fV1N1T7kqpmelTFwmtZwe3oOrr8-
    aou.92∅8ind-QvqJRasJQydUIQ1MUxn9∅2eUSjFR1B5XNdzrapWB4T4KedsHLDxE



    Xw SD p7eQy l.s9d3fTB∅f 4M0 Ro4 tx J 5T6U ∅RIXPz 6Mve7 egyW8o4m1
    UwCH3XiVL2lm1 TJQnxe1uBvx Cz305OQsyRlaOpW4 IPE6NIv.ySZngVHugYqq
    Vi2yXDXLbrfajg60 qThdDSUk.z Y1yrUrq4W4jO1uuGKC8z Ud D9rKbont E
    S U 51VC ZKUgaZDEzi9 p t EBdwdh83gz.VxwdjBa o7IaAn75UK∅SO 2hipeL
    jdRhV1G8a hOEkrq0VTkmtrBH3IaM WALQzIjhYv8 N3b1NAqbuFyGm 5v U7Q∅b



    1Bk∅ bG yqlGCd t Kg3 m∅J d N8sWz uP RGQjS 11 S e O hjI 0
    C Y SFeHdB - 1Kn B7 G rg mk u5 r mR d 9 d l s
    Q kQ Xh 4- r qT 1E u g CB v5 i J LRECZ∅Js H
    dGy a-Z ZB x .JU.J NzWy8 jTkR A DG iDh b 2 H
    nZ8. C bfdr B V 7 PBK 2 L j v 1 S o2e q ei L




    9 a jd8 hHDK H9 U t q RAf tURtZ 7 5vgQ SS3 u 2xG3 E
    t V k 4L I e J JX yssaz2 l Z0∅ 2O j s4di n1 8 6 uZ kr
    j.o m 0wT Y 4C M T1 kB i LI FXQp kdWub 1w P ak Z





    O IW l h MKy Q 1∅ 4t j 1i9S G u s M 03
    2 P X rZ U D R e Nf 8 H 7 M dF
    BoT z m L Y G.pgn 5 Ck V x A v - E9J L






    rstuz ABCfghiDEFGYWZ bddejklmHIJ KLMNOT UVXnopq3456PQRS∅0 12789avxyw







    wzABCDE6789abd klmnopqr stuvxy∅012345M NOPQRSFGHIJKLde fghijTUVXYWZ







    lmnopqrstuvab ddefghijkxywzABCDEFGHIJKLMN OPQRSTUVXYWZ ∅0123456789







    ywzABCDEFGHIJKLMN∅0123456789abddefOPQRSTUVXYWZ ghijklmnopqrstuvx







    ∅ 0123456789 abddefghijklmnopqrstuvxywz ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVXYWZ


  • Prelúdio

    Todo início pede um prelúdio. Neste caso, é um reinício. Uma tentativa de resgatar algo do passado mas que nunca foi embora.

    Venho pensando em como iniciar o que me proponho de várias formas e gostaria realmente de começar de um ponto muito primário dos meus pensamentos e certas coisas são realmente tão primazes que sua observação direta é impossível mesmo para o maior dos poetas (e estou deveras longe destes).

    Assim sendo tomarei a liberdade de excepcionalmente desta vez recorrer à melodia como minha voz com a pretensão de lhes dar uma apresentação emocional do espírito que me acompanha em background nos momentos mais introspectos que costumo ter.

    Nascer do Invisível

    by Suno AI